Na hora certa. Embora sejam tímidos os sinais de que a Influenza A (H1N1) começa a arrefecer, os efeitos psicológicos demonstrados pelo pânico que se ensaiou no início da crise tendem a se reduzir.
Muito, pelo acúmulo, em curtíssimo prazo, de conhecimento que cientistas, gestores e órgãos de vigilância passaram a ter do inimigo, mas também, em igual medida, pela percepção coletiva de que, com ou sem gripe, a vida segue e os cuidados recomendados pelos condutores das políticas públicas de saúde, em sendo seguidos à risca, aumentam a capacidade de auto-proteção, algo realmente inusitado para os padrões dos brasileiros, acostumados ao jeitinho, a auto-medicação e às tradições das curas nos quintais.
O alerta feito pelo presidente do Conasems, Antônio Nardi, secretário municipal de saúde de Maringá (PR) e sua vice, Aparecida Linhares, colega de Nardi em Diadema (SP), não resultou vão. Diziam da necessidade de a população ser melhor informada e que o pânico poderia, este sim, levar a situações imprevisíveis.
A Organização Mundial de Saúde deu o primeiro passo para aplacar o medo ao emitir em um dispositivo de seu protocolo, a inoquoidade das estatísticas de mortes por influenza. A Vigilância em Saúde seguiu a trilha e o Ministério passou a explicar mais, orientar mais. E conduzir as ações, com a imprescindível articulação com as prefeituras e seus gestores de saúde.
Agora, a Frente Parlamentar de Saúde, aliada de primeira hora das entidades e organismos federais. estaduais e municipais que lutam pela melhor qualificação do financiamento do Sistema Único de Saúde, resolve entrar no combate e convoca, para o Plenário da Câmara, autoridades e pesquisadores que nesta terça-feira, 11, ocupam-se do debate sobre o perfil do virus e da doença que causa.
O parlamento certamente estará dando uma contribuição inestimável e prestando um serviço de dimensões abissais, só comparável àquele que o próprio SUS, mesmo que subfinanciado, vem dispondo ao povo brasileiro.
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
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